Fortalecimento do associativismo e investimentos científicos e culturais marcam os 65 anos da AMRIGS

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Fortalecimento do associativismo e investimentos científicos e culturais marcam os 65 anos da AMRIGS

Associação Médica surgiu da necessidade de uma identificação corporativa de um grupo de profissionais que buscava participar do ambiente político do país
Relevantes conquistas para a comunidade médica e a busca constante da qualidade da saúde gaúcha são aspectos que se destacam no trabalho desenvolvido pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) que celebra, nesta quinta-feira (27/10), 65 anos de existência. O aniversário traz a experiência e o desafio para trabalhar de maneira distinta os diversos públicos, conforme aponta o presidente da entidade, Alfredo Floro Cantalice Neto.
– Trabalhamos em ações voltadas para os médicos jovens, como o Exame AMRIGS e os projetos desenvolvidos pelo Departamento Universitário (DU). Ao mesmo tempo, estamos atentos à fidelização com os médicos mais experientes. Além disso, atuamos em Porto Alegre e, simultaneamente, em muitas regiões do Estado, especialmente através da Caravana AMRIGS que, ao longo do ano, percorre diferentes municípios, levando conhecimento de diversas áreas médicas – afirmou Cantalice.
A entidade surgiu da necessidade de uma identificação corporativa de um grupo de profissionais que buscava participar do ambiente político do país através do associativismo. Na época, as organizações aproveitavam o ressurgimento da democracia e, embora a prática do ofício ainda apresentasse características liberais, a AMRIGS nasceu deste conceito, conforme relata o diretor de patrimônio da entidade, Dirceu Francisco de Araújo Rodrigues. A iniciativa, de acordo com ele, alavancou também a organização de outros grupos de médicos em todo o Brasil e no Rio Grande do Sul. Este é mais um aspecto que integra o legado da Associação.
– Atualmente, o Rio Grande do Sul possui mais de quarenta mil médicos registrados e, cerca de 30 mil em plena atividade. Entre eles, muitos, ou quase todos, pertencem a algum grupo associativo. Desta forma, acredito que deva ser maciçamente valorizada a observação de que ainda seja buscado o exercício da representatividade médica associativa, com expectativas semelhantes às que haviam no surgimento da AMRIGS – sugere Dr. Dirceu.
Ainda de acordo com o diretor, é responsabilidade da instituição propor a ocupação de espaços políticos que permitam encontrar soluções para o elevado volume de problemas médicos e sociais que a atualidade reserva. Para ele, a AMRIGS deve preservar os valores do conhecimento médico que conduz e divulga pelos seus meios, da sustentabilidade dos resultados que obtém, da qualidade dos serviços prestados, da influente representatividade que possui e seguir trabalhando pelo associativismo que a fez nascer há mais de sessenta anos.
Já o presidente da AMRIGS destaca o investimento científico, estrutural e cultural entre as ações e conquistas fundamentais da entidade ao longo destas mais de seis décadas. 
No aspecto científico, destaca-se o Exame AMRIGS, aplicado pela primeira vez em 1971. Ao longo destes 45 anos, o teste foi se tornando referência para mais de 60 programas de residência médica no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Neste ano, pela primeira vez, o estado do Mato Grosso do Sul também utilizará o processo de seleção para residência médica.
Já a ampliação da estrutura física iniciou na década de 1970, precisamente no dia 10 de outubro de 1973, quando o Governo Estadual doou o terreno da atual sede da entidade. A escritura foi assinada no ano seguinte, testemunhada por todos os ex-presidentes. Em 1976, o projeto, assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, começou a sair do papel. A conclusão da obra ocorreu em 1990. A inauguração do tradicional Teatro AMRIGS, em 1999, consolidou o investimento cultural da entidade, aprimorando suas atividades.

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