Notícias

Categoria:

Compartilhar:

publicada em

Climatério e menopausa são temas de audiência pública na Assembleia Legislativa do RS

Na manhã desta quarta-feira, 19 de março, a Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul realizou uma audiência pública para debater o climatério e a menopausa, com o objetivo de conscientizar a população sobre o tema e discutir a implementação de políticas públicas voltadas à promoção da saúde da mulher. O evento ocorreu de forma híbrida e foi proposto pelo deputado estadual Neri o Carteiro, presidente da Comissão.

O encontro reuniu representantes de serviços de saúde, entidades de defesa dos direitos das mulheres, médicos e parlamentares.

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) foi representada pela diretora de Integração Social e ginecologista e obstetra, Dilma Tessari, que ressaltou a necessidade de um olhar mais atento para a saúde da mulher nesse período de transição. De acordo com a médica, garantir o acesso a tratamentos adequados e a informações de qualidade pode transformar o climatério em uma fase de plenitude e bem-estar.

“O tratamento do climatério e a reposição hormonal são muito importantes para que a mulher possa, nesse tempo de maturidade, um tempo muito rico, ter uma vida plena. Nisso, os hormônios colaboram bastante. Eu também gostaria de chamar a atenção para a estruturação que precisa ter no setor da saúde, para que a mulher consiga ser orientada com competência e respeito, pois esta é uma fase natural da vida. É essencial que a sociedade e os profissionais de saúde estejam preparados para oferecer suporte adequado, garantindo qualidade de vida e prevenção de doenças crônicas”, afirmou.

Diretora da AMRIGS, Dra. Dilma Tessari, participou do evento de forma online

A reunião foi motivada pelo Movimento Menopausa sem Vergonha, criado durante a pandemia de COVID-19 pela educadora física Márcia Selister. Durante sua exposição, Márcia destacou a deficiência de suporte às mulheres que atravessam essa fase da vida.

“Apenas 20% das mulheres no climatério recebem algum tipo de suporte, mesmo diante dos mais de 150 sintomas associados e de alterações invisíveis que podem comprometer a saúde, como hipertensão, aumento do colesterol, síndrome geniturinária e depressão”, alertou.

Como encaminhamentos práticos, ficou definida a elaboração de uma carta ao Ministério da Saúde solicitando a disponibilização de medicamentos para tratamento da menopausa pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, será produzida uma cartilha informativa para orientar mulheres e profissionais de saúde sobre o climatério e seus impactos.

A AMRIGS segue comprometida com a promoção da saúde da mulher e com a construção de políticas públicas que garantam atenção integral e qualificada em todas as fases da vida.

Fonte: ASCOM AMRIGS
Fotos: Reprodução de imagem e Lucas Kloss

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confira outras notícias